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Mamão

Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores das espécies do gênero Carica, especialmente de Carica papaya.

Em Angola e Moçambique utilizam-se os termos mamão / mamoeiro para identificar o fruto mais arredondado, identificando papaia / papaeira com o fruto mais alongado e mais adocicado.

São bagas ovaladas, com casca macia e amarela ou esverdeada.

Sua polpa é de uma cor laranja forte, doce e macia. Há uma cavidade central preenchida com sementes negras e rugosas, envolvidas por um arilo transparente.

Mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos.

Antes da maturação, sua casca apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo.

Este látex contém substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de carnes.

Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.

Originalmente do sul do México e países vizinhos, é atualmente cultivada na maioria dos países tropicais e nos Estados Unidos, onde foi introduzido primeiramente na Flórida, Havaí, Porto Rico, e nas Ilhas Virgens.

Valor nutricional

O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,39 mg em 100 g), vitamina C e minerais importantes para o organismo.

Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O mamão (Carica papaya), originário da América Tropical, é uma das melhores frutas do mundo, tanto pelo seu valor nutritivo, como pelo poder medicinal.

Cada parte desta planta é preciosa, a começar pelo tronco!

De sua parte interna, retira-se uma polpa que - depois de ralada e seca - assemelha-se ao coco ralado.

É rica em propriedades nutritivas e aproveitada em alguns lugares no preparo de deliciosas rapaduras.

O cozimento das raízes dá um tônico para os nervos que são também remédio para as hemorragias renais.

As folhas do mamoeiro, após secas à sombra, têm aplicação no preparo de agradável chá digestivo que pode ser dado livremente às crianças, pois não contém cafeína.

O suco leitoso extraído das folhas é o vermífugo mais enérgico que se conhece.

Usa-se diluído em água.

Ainda é digestivo e cura feridas.

Em diversos lugares, a medicina popular o utiliza para tratar eczemas, verrugas e úlceras.

Os índios preparam a carne ou o peixe envolvendo-a com folhas de mamoeiro por algumas horas antes de levá-la ao fogo.

Este processo amacia a carne.

Com as flores do mamoeiro macho preparam-se um maravilhoso xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite, gripe e indisposições gástricas causadas por resfriados.

Coloca-se um punhado de flores, com um pouco de mel em vasilha resistente ao calor, mas que não seja de alumínio.

Acrescenta-se um copo de água fervendo, tapando-se bem.

Depois de esfriar, toma-se às colheradas, de hora em hora.

Com o fruto verde faz-se um doce maravilhoso. Pode-se também prepará-lo ensopado ou ao molho branco. É uma iguaria!

O mamão maduro é altamente digestivo (cada grama de papaína – fermento solúvel contido no fruto – digere 200g de proteína),tem mais vitamina C que a laranja e o limão; contribui para o equilíbrio ácido-alcalino do organismo; é diurético, emoliente, laxante e refrescante; cura prisão de ventre crônica; comido em jejum, pela manhã, faz bem ao estômago é eficaz contra a diabete, asma e icterícia, bom depurativo do sangue e não pode faltar na alimentação da criança, pois favorece o seu crescimento.

Depois de comer-se o mamão, esfrega-se a parte interna da casca sobre a pele para tirar manchas, suavizar a cútis áspera e eliminar rugas.

Mastigar de 10 a 15 sementes frescas elimina vermes intestinais, regenera o fígado e limpa o estômago.

Comidas em quantidade são eficazes contra câncer e tuberculose.

Faltava dizer que qualquer uso que se faça de qualquer parte desta planta, traz consigo uma ação vermífuga poderosa, o que bastaria para destacar sua importância.

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